quarta-feira, 19 de junho de 2013

Pixações poluem muros e faixadas nas ruas

Pichações de todo tipo invadiram as fachadas de prédios e muros residenciais em Ceilândia. Na QNM 17, a situação não é diferente.moradores e comerciantes reclamam da ousadia cada vez maior dos pichadores.

As fachadas dos prédios estão tomadas por rabiscos. Segundo os comerciantes, nem adianta consertar. Uma semana depois da pintura, uma nova pichação amanhece no local.

O gerente de uma papelaria reclama dos prejuízos com o vandalismo. "Eu gasto em torno de R$ 2 mil para consertar e pintar, mas não adianta nada.", diz André Soares.

Proprietário de um lote,que aguarda autorização na justiça, para a construção de um espaço imobiliário,  Sérgio Alves, classifica os pichadores como "homens-aranhas" e, cansado, diz que desistiu de repintar  e reformarr a fachada  "Eles só respeitam se houver grafite", define.

Ceilândia é berço de ex-pichadores que se profissionalizarm através do grafite. A cidade, conta com um projeto que incentina o não vandalismo (pichação), chamado Picasso não Pichava.

O muro que já foi picahdo, era utilizado também para avisos clandestinos. Após o grafite, as pichações pararam. Fonte: Vanessa Castro

Outro problema

Placas de sinalização também são alvo. Os grupos de pichadores costumam recompensar os rabiscos e riscos  mais ousados com prêmios que podem chegar a R$ 1 mil.

Outra parede pichada, retrato do descaso das gangues com a imagem e conservação da cidade. Desenhos grandes, com mais de um cor, representam status aos pichadores. Normalmente, envolvidos também com drogas. Foto: Vanessa Castro

A Administração Regional de Ceilândia diz que a limpeza ou a prevenção das pichações não são de sua responsabilidade. Procuramos então a NOVACAP ( Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), que cuida da manutenção e conservação de placas, bens públicos como faixadas públicas. A Ascom, ( Assessoria de Comunicação) informou que é necessário uma maior campanha de concientização social, para evitar a degradação de bens públicos em Brasília, que deve começar algo nesse sentido ainda nesse ano. Enquanto isso, comerciantes e moradores sofrem com as ações de vandalismo.

Texto/ Fotos: Vanessa Castro

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