sexta-feira, 19 de julho de 2013


A Feira Central de Ceilândia é considerada um dos maiores
destaques da cultura nordestina no Distrito Federal


            Pelos seus corredores e bancas circulam e trabalham famílias inteiras que migraram para a capital federal, com muitos sonhos na bagagem em busca de melhores condições de vida, aqui fincaram raízes e conseguiram colher sonhos e plantar esperança.



            A Feira faz parte do calendário da cidade desde 1984. Ao longo de quase 30 anos, tornou-se um ponto de encontro da cultura, gastronomia e tradições nordestinas. É um retrato típico da região nordeste no coração do planalto central. Começou a funcionar ainda no início da década de 70, mas em três pontos diferentes (no centro de Ceilândia, no lugar onde hoje fica a Feira da Guariroba/P Sul e na extinta Vila do Pedrosa, na região norte da cidade) até que os feirantes conseguiram se organizar no centro da cidade.
Durante quase dez anos eles trabalharam de forma precária, até que em 1982 as obras da atual feira foram iniciadas.
            Um dos pioneiros foi Francisco Nogueira França, ou simplesmente França. Administrador da feira há 20 anos (reeleito sete vezes), ele conta que, no início, eram menos de cem bancas, que vendiam roupas em geral, temperos e animais vivos e abatidos, além das tradicionais  comidas típicas. Hoje, a Feira Central conta com 463 bancas, que vendem de tudo um pouco:  confecções, bolsas, sapatos, utensílios para o lar, queijos, doces,ervas medicinais , tabaco, carnes, peixes, verduras e frutas. França revela, ainda, a grande procura de jovens e adultos na Feira para uma oportunidade de trabalho.


 "Muitos procuram para o primeiro emprego, ou para um trabalho temporário de final de ano, onde as vendas são grandes", analisa França. 

             Sábado é dia de maior movimento da feira, dia em que os amigos e familiares se reúnem para almoçar e apreciar o cardápio da culinária nordestina. Pratos como sarapatel, baião de dois, carne de sol com mandioca e queijo qualho, buchada, caldo de mocotó,  rabada são vendidos ao longo das 29 bancas de comida, por preços que variam de R$ 5 a R$10 o prato ou a porção, que serve duas pessoas.  Na banca da Galega,  uma das personagens mais conhecidas desse verdadeiro folhetim a parte que é a Feira Central, são servidos mais de 300 pratos. A empresária destaca a relação de fidelidade com os clientes e o amor que tem pelo lugar.


"Meus clientes são meus amigos, trabalho aqui desde o começo dos anos 90, fui crescendo aos poucos,aqui pude construir minha vida'', desabafa.

  Freguesa assídua do local, a aposentada Maria José destaca as qualidades da feira e o costume de ir às compras no domingo pela manhã, " Moro perto daqui, então venho comprar as frutas, queijos, carnes da semana, e papear com as pessoas'', brinca.

            A feira conta também  com um sistema de som, na administração,que tanto dá os recados, como faz a propaganda das lojas. além de estacionamento, banheiros, muitos provadores distribuídos pelos corredores das bancas.

Texto/Fotos: Vanessa Castro

Um comentário:

  1. Nosso ponto de encontro para mostrar o que de melhor a Ceilândia têm. A maior região administrativa de Brasília é uma cidade acolhedora e cheia de novidades. Acompanhe aqui a identidade de Ceilândia por quem vive e vê os acontecimentos.

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